Nenhum sistema de jateamento com gelo seco é igual ao outro. Apesar de o nome ser o mesmo, existem variáveis que os tornam mais ou menos eficientes, agressivos, consumidores de gelo seco e ar comprimido, ergonômicos, etc.

Conforme descrito no artigo “Descrição Cold Jet e Produtos”, os sistemas Cold Jet otimizam a performance do jateamento para cada aplicação, através da combinação dos três fatores descritos:

  • Energia cinética;
  • Choque térmico;
  • Energia termocinética (efeito da sublimação);

Também é observada a possibilidade de ajuste de quatro variáveis:

  • Pressão do ar comprimido;
  • Tipo de bico utilizado no jateamento (distribuição da velocidade);
  • Granulometria da partícula de CO2 e sua densidade;
  • Relação entre a massa da molécula de CO2 e densidade do fluxo (partículas por unidade de área por segundo).

Os equipamentos Cold Jet possuem, cada um em sua faixa de operação indicada à real necessidade do cliente, total ajuste de pressão e a maior gama de bicos de jateamento do mercado. Com isso, otimiza a limpeza, com o equilíbrio da equação: menor consumo de gelo, menor pressão e consumo de ar comprimido, menores níveis de ruído do mercado e densidade de fluxo de gelo uniforme.

Com relação ao controle da granulometria das partículas de gelo seco, a Cold Jet é a única empresa no mundo que oferece esta possibilidade, através de sua linha de equipamentos SDI-5 (Figura 04) e Micro Clean I3(Figura 05). Esta tecnologia nos permite oferecer limpeza desde objetos delicados, como livros e obras de arte, até remoção de pintura, dependendo do equipamento. Somente o gelo seco em formato de nuggets (Figura 02) ou em blocos (figura 03) pode ser granulado.

Imaginemos uma escala fictícia com graus de agressividade desejados, em função do contaminante que se quer remover e da sensibilidade do substrato. No nível de limpeza mais sensível, pensemos, por exemplo, em um livro ou uma tela, onde a limpeza necessita ser muito delicada para não danificar o objeto, ou um motor elétrico com isolamento muito antigo, ou, ainda, com enrolamento esmaltado, objetos estes nos quais, se aplicado o jateamento com gelo seco, mesmo com controle da vazão e pressão, poderiam ser danificados, caso a partícula seja de tamanho muito grande. Nestes casos, faz-se necessário o controle da granulometria das partículas de gelo seco, desde aquelas do tamanho de açúcar refinado até as equivalentes a um grão de arroz. Os equipamentos da Linha I3 descritos acima, SDI-5 e Micro Clean I3 possibilitam o controle desta granulometria.

Caso seja aplicado o jateamento com a utilização de equipamentos que trabalham com gelo seco tipo pellets (Figura 01), ou comumente chamado de “Rice”, por lembrar o formato de grãos de arroz, em substratos sensíveis, como componentes eletrônicos, além dos descritos anteriormente, fatalmente este processo poderia danificar os materiais.

Por outro lado, a limpeza de contaminantes ou substâncias que necessitam de maior agressividade ou maior poder da energia cinética, como tintas, resinas, vernizes, oxidações, necessitam da aplicação do processo de jateamento com a utilização do gelo seco em pellets ou “Rice”, através dos equipamentos da linha Aero da Cold Jet, pois possuem maior poder de agressividade, porém sem possibilidade de alteração da granulação das partículas de gelo seco.

Pela escala simulada acima, existe uma zona comum onde a aplicação dos dois processos é viável, qual seja, do nível 3 ao 6. Entretanto, este limite deve estar muito bem respaldado na experiência e conhecimento do operador, pois o mesmo material pode estar dentro ou fora desta área comum, devido às suas características de envelhecimento e deterioração ou pela própria natureza do material.

Por exemplo, o isolamento de um motor elétrico novo, impregnado a vácuo, encontra-se aproximadamente no nível 5 ou 6, porém um isolamento antigo, deteriorado, com sinais de ressecamento, pode levar o material isolante para o nível 2 ou 1, obrigando, portanto, que seja utilizado o equipamento da Série I3, além de outros motivos que determinam isso, os quais passaremos a descrever. Cita-se ainda, a madeira, como mais um exemplo, pois pode estar enquadrada tanto no nível 1, como no 6 ou 7, dependendo do seu tipo. Por estes motivos, entre outros, esta técnica deve ser muito bem fundamentada na experiência e conhecimento do processo, pois não se trata apenas uma limpeza convencional.

Fora estes fatores o gelo seco tipo pellets (ou Rice) não é tão eficiente quanto o sistema com controle de granulometria na remoção de resíduos oleosos. Estes últimos não necessitam de agressividade, mas de densidade de gelo seco. Imagine a concentração de densidade de gelo seco aplicado em forma de grãos de açúcar refinado, contra outro na forma de grãos de arroz. A eficiência de cada partícula de gelo granulado será muito maior do que a de pellet na remoção de compostos oleosos. A não observação deste fato leva à dedução errônea de que o jateamento com gelo seco não remove com eficiência compostos oleosos.

Antes de disponibilizar a atividade de jateamento com gelo seco, especialmente para a aplicação em equipamentos e máquinas elétricas para nossos clientes, trabalhamos por mais de oito anos no desenvolvimento, pesquisa, intercâmbio de conhecimento, inclusive com empresas do exterior e no treinamento de nossos profissionais. Para isso, utilizamos painéis, geradores, motores, transformadores de nossa propriedade, antes que partíssemos, já com a experiência adquirida, para a manutenção de ativos de terceiros, fato este inclusive constatado por auditorias realizadas pela PETROBRÁS e pelas inúmeras aplicações junto a este e outros clientes. Inclusive tais comprovações nos credenciaram como referência internacional na aplicação deste processo em equipamentos, máquinas e sistemas elétricos. Por este motivo sugerimos aos nossos clientes que solicitem a comprovação de serviços semelhantes executados, com a certificação da satisfação obtida e de acervo técnico, para procedimentos desta natureza.

Solicite a certificação dos profissionais envolvidos tanto em eletricidade, NR-10 e principalmente, na operação do equipamento e processo, através de certificados de treinamento no equipamento emitidos pelo fabricante, atestados de capacidade técnica, etc.

Deve ser observado o fato de que o processo de jateamento com gelo seco, não obstante não seja um processo abrasivo, pode, sim, danificar sim o equipamento, se não for aplicado por pessoal e processo adequados, conforme já descrito. Por isso indicamos, em sistemas elétricos, a utilização dos equipamentos da Série I3, SDI-5 ou Micro Clean, visto que estes são usados nos processos homologados para a aplicação em equipamentos e sistemas elétricos. Existem outros fabricantes no mercado que utilizam máquinas cuja metodologia e princípio de funcionamento diferem daqueles que empregamos. Existem fabricantes alternativos de máquinas de jateamento com gelo seco, porém, com aplicação genérica em equipamentos mecânicos, que não são adequados à aplicação elétrica.

Condenamos veementemente a aplicação do processo em equipamentos elétricos, com a utilização da máquina de jateamento que utiliza o gelo seco em forma de pellets ou “Rice”, ou seja, parecido com grão de arroz, visto que este possui um certo poder de abrasividade e pode ser aplicado sim, em limpeza pesada, porém podendo danificar equipamentos mais sensíveis, como por exemplo os enrolamentos de fio esmaltado ou motores com isolamentos antigos ou já com certo grau de degradação térmica.

A limpeza de equipamentos elétricos deve obrigatoriamente ser empregada com a utilização de gelo seco em forma de “nuggets” ou em blocos com equipamento com capacidade de trituração do mesmo na granulação adequada ao tipo de bem a ser limpo e da sujidade a ser removida.

 

Este gelo seco tipo pellets ou “Rice” (grão de arroz), além de sua potencial agressividade, por sua própria característica física (granulado), possui uma capacidade maior de condensação de umidade, devido ao somatório das áreas superficiais de cada grão, aglutinando-se e criando uma “capa” de gelo de água. Assim, ele pode ser prejudicial à qualidade do processo por não ser totalmente seco, visto que podem inserir umidade no equipamento, além do gelo de água possuir dureza mais elevada que o Gelo seco.

 

Condenamos também a utilização de máquinas com acionamento elétrico para utilização em áreas de risco, visto que estes equipamentos não são homologados para utilização em áreas classificadas. Os equipamentos da Cold Jet SDI-5 e Aero C100 não possuem acionamento elétrico, sendo totalmente pneumáticos.

A limpeza de equipamentos elétricos deve ser realizada por empresa com capacitação na sua manutenção e não somente por empresa que possua o equipamento de jateamento com gelo seco. O processo recomendado é adotado pela JetCO2 e aplicado por profissionais com experiência comprovada na manutenção de ativos elétricos e em todas as suas etapas.

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